Cabeça de Dinossauro 1 – Dance of Days, a dança dos dias

Boa noite, internet. Eu sou aquele tal Matheus Ultra e estou dando início a um pequeno espaço nesse site de merda para falarmos um pouco sobre música. O intuito principal não é tentar falar pela milionésima vez de clássicos como Beatles ou de chatices sonoras em alta como Imagine Dragons, mas sim mostrar um pouco da música que vale a pena ser lembrada. Cabeça de Dinossauro por lembrar o melhor álbum dos Titãs e também por remeter a algo esquecido, pouco lembrado, Desde a sujeira do rock underground até aquela banda de jazz que ficou esquecida pela música dita “mais moderna”, existem mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia.

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Agora, sem mais delongas, a banda que vai ter a honra (ou desonra, haha) de abrir essa joça é o Dance of Days.

Fundada em 99, lá pros lados de São Paulo, o nome remete a canção de mesmo nome da banda emo Embrace. Podem taxar o Dance of Days como queiram, mas esses caras tem uma gana enorme de música. Nos seus dez álbuns de estúdio, eles passaram pelo hardcore, emo, rock alternativo e post-punk. Adicionado a isso, eu ponho a minha mão no fogo pra dizer: Nenê Artro, o vocal do Dance, é o melhor letrista do rock nacional. Não adianta chupar as bolas do Renato Russo, o Nenê manda bem demais. Referências dos mais variados tipos, que vão desde Mitologias a Fernando Pessoa, são a masterpiece dele.Também cito o Fausto Oi, que é um puta baixista, toca pra caralho, mas sem perder o pique no palco.

 Sem mais delongas, algumas canções,

“Se essas paredes falassem” é uma música foda. Uma letra que mostra a visão de quem é oprimido diante da sociedade. É um superclássico da banda, além de ser a música que abre o primeiro de seus discos, A História Não Tem Fim. As influência do emo dos anos oitenta/noventa são bem claras na música, principalmente na letra em tom emocional (e não, não to falando desse pop rock feito em 2006 que a sua irmã ouvia e se dizia emo).

O segundo disco, Coração de Tróia, veio com outra cara. Mais pesado, mais agressivo e mais político. “Nos Olhos de Guernica” retrata essa mudança, uma letra repleta de inconformismo, mas ainda sob a ótica individual, mas com uma pegada bem mais hardcore.

Lírios aos Anjos marca a fase mais depressiva do Dance, segundo o próprio Nenê. Devido a sua crise com as drogas, as músicas trazem essa noção de “no fim do túnel”. E olha que no início da banda ele era Straigh Edge, haha.

Essa é uma das minhas favoritas, do meu álbum favorito. Insônia traz uma letra repleta de referências a 1984 de Orwell e As Flores do Mal de Boudelaire. Esse álbum marca o início da recuperação de Nenê. “Acordem, crianças, que o tempo é curto”!

O último álbum, Disco Preto, trás a nova fase do Dance. Visceral, mas sem perder o tom que carrega desde o início, o Disco Preto trás canções cheias de vontade, e ótimas para abrir uma rodinha marota.

O Dance of Days ainda está na ativa. Se curtiram a banda, no facebook deles vocês podem conferir as datas de show, e todos os álbuns estão disponível para download no site do Nenê Artro!

Bem, e vamos acabar por aqui. Desculpem qualquer coisa mal escrita, eu não sou nenhum jornalista ou algo do tipo, só um garoto que quer falar sobre o que gosta, haha. Espero que alguém pelo menos ouça essa merda. Adios!

” E na dança dos dias, quem manda somos nós”.

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